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História

Ferro, uma freguesia com passado, presente… e muito futuro!

(este é o lema que temos utilizado de há uns anos para cá)

Situada a Sudoeste do concelho e perto da margem esquerda do rio Zêzere, a freguesia de Ferro encontra-se a cerca de onze quilómetros da Covilhã. É composta pelos lugares de Freixo, Lameiras, Madeira, Monte Serrano, Penedia, Rasas, Ribeiro do Moinho, Sesmarias, Sítio do Marujo, Sítio da Póvoa, Sítio do Ribeiro de Linhares e Souto Alto.

O Ferro é limitado a Norte, por parte da freguesia de Peraboa, separada do Ferro pela ribeira de Caria, e também pelo rio Zêzere, que serve de limite natural entre esta freguesia e a da Boidobra. A Sul confina com as terras de Peroviseu, a Este é limitada pelas freguesias de Peraboa e Peroviseu e a Oeste confronta com as freguesias do Tortosendo e Alcaria.

Segundo Maria Ascensão Rodrigues, autora de “Ferro, Cova da Beira”, “Possui o Ferro, como elevação principal, uma pequena serra, na encosta da qual se situa, e donde se desfruta, quer de dia, quer de noite um panorama deslumbrante, tendo como fundo a sumptuosa Serra da Estrela em que se incrustam, quais jóias que a adornam, a típica e pitoresca cidade da Covilhã. (…) Aninha-se ainda a seus pés Boidobra, com o seu vale ubérrimo e maravilhoso, separado das fertilíssimas terras do Ferro pelo rio Zêzere”.

O povoamento desta freguesia ascende à época romana, uma vez que terá sido este povo que deu nome à povoação, através da palavra latina Ferrum, pois, os romanos, nas terras que conquistavam, aproveitavam os recursos minerais do subsolo, e era conhecida a riqueza desta região nesse material, motivo pelo qual, não será de espantar que o topónimo tenha exactamente a ver com essa realidade da freguesia. Daquele período, foram achados diversos vestígios arqueológicos que comprovam as afirmações anteriores: moedas, pedaços de cerâmica, de tijolos, mós manuais e de pedras esculpidas são alguns dos exemplos que podemos apontar.

O Ferro foi, também, um curato anexo ao priorado de Santiago da Covilhã, tendo de rendimento anual duzentos mil réis.

Em termos patrimoniais, uma referência inicial para a Igreja Matriz, de características barrocas, construída no século XVIII, destacando-se no seu interior os altares em talha dourada e o retábulo do Sacrário. Os altares existentes são dedicados a Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora do Rosário.

Quanto à capela do Espírito Santo, mantém grande parte dos seus elementos originais, tendo sido construída no século XVI e tendo pertencido à Ordem de Santiago.

A capela do Sagrado Coração de Maria, oitocentista, encontra-se nos arredores da povoação, possuindo uma singela arquitectura, que a torna mais bela.

O grande crescimento que a freguesia registou nos últimos anos, foi recompensado com a elevação à categoria de vila, em 21 de Junho de 1995.

De característica vincadamente rurais, a sua população dedica-se fundamentalmente à actividade agrícola, no entanto, nos últimos anos, tem-se verificado um aumento do número de pessoas que trabalha na indústria, e tem surgido também algum comércio e serviços.